CULTURA AFRO-BRASILEIRA
O Brasil tem a maior população de origem africana fora da África e, por isso, a cultura desse continente exerce grande influência, principalmente, na região Nordeste do Brasil.
Hoje, a cultura afro-brasileira é resultado também das influências dos portugueses e indígenas, que se manifestam na música, religião e culinária.
Devido à quantidade de escravos recebidos e também pela migração interna destes, os estados de Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul foram os mais influenciados.
No início do século XIX, as manifestações, rituais e costumes africanos eram proibidos, pois não faziam parte do universo cultural europeu e não representavam sua prosperidade. Eram vistas como retrato de uma cultura atrasada.
Mas, a partir do século XX, começaram a ser aceitos e celebrados como expressões artísticas genuinamente nacionais e hoje fazem parte do calendário nacional com muitas influências no dia a dia de todos os brasileiros.
CONTRIBUIÇÕES:
Música
A principal influência da música africana no Brasil é, sem dúvidas, o samba. O estilo hoje é o cartão-postal musical do País e está envolvido na maioria das ações culturais da atualidade. Gerou também diversos sub-gêneros e dita o ritmo da maior festa popular brasileira, o Carnaval.
Mas os tambores de África trouxeram também outros cantos e danças. Além do samba, a influência negra na cultura musical brasileira vai do Maracatu à Congada, Cavalhada e Moçambique. Sons e ritmos que percorrem e conquistam o Brasil de ponta a ponta.
Capoeira
Inicialmente desenvolvida para ser uma defesa, a capoeira era ensinada aos negros cativos por escravos que eram capturados e voltavam aos engenhos.
Os movimentos de luta foram adaptados às cantorias africanas e ficaram mais parecidos com uma dança, permitindo assim que treinassem nos engenhos sem levantar suspeitas dos capatazes.
Durante décadas, a capoeira foi proibida no Brasil. A liberação da prática aconteceu apenas na década de 1930, quando uma variação (mais para o esporte do que manifestação cultural) foi apresentada ao então presidente Getúlio Vargas, em 1953, pelo Mestre Bimba. O presidente adorou e a chamou de “único esporte verdadeiramente nacional”.
A Capoeira é hoje Patrimônio Cultural Brasileiro e recebeu, em novembro de 2014, o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
Religião
A África é o continente com mais religiões diferentes de todo o mundo. Ainda hoje são descobertos novos cultos e rituais sendo praticados pelas tribos mais afastadas.
Na época da escravidão, os negros trazidos da África eram batizados e obrigados a seguir o Catolicismo. Porém, a conversão não tinha efeito prático e as religiões de origem africana continuaram a ser praticadas secretamente em espaços afastados nas florestas e quilombos.
Na África, o culto tinha um caráter familiar e era exclusivo de uma linhagem, clã ou grupo de sacerdotes. Com a vinda ao Brasil e a separação das famílias, nações e etnias, essa estrutura se fragmentou. Mas os negros criaram uma unidade e partilharam cultos e conhecimentos diferentes em relação aos segredos rituais de sua religião e cultura.
As religiões afro-brasileiras constituem um fenômeno relativamente recente na história religiosa do Brasil. O Candomblé, a mais tradicional e africana dessas religiões, se originou no Nordeste. Nasceu na Bahia e tem sido sinônimo de tradições religiosas afro-brasileiras em geral. Com raízes africanas, a Umbanda também se popularizou entre os brasileiros. Agrupando práticas de vários credos, entre eles o catolicismo, a Umbanda originou-se no Rio de Janeiro, no início do século 20.
Culinária
Outra grande contribuição da cultura africana se mostra à mesa. Pratos como o vatapá, acarajé, caruru, mungunzá, sarapatel, baba de moça, cocada, bala de coco e muitos outros exemplos são iguarias da cozinha brasileira e admirados em todo o mundo.
Mas nenhuma receita se iguala em popularidade à feijoada. Originada das senzalas, era feita das sobras de carnes que os senhores de engenhos não comiam. Enquanto as partes mais nobres iam para a mesa dos seus donos, aos escravos restavam as orelhas, pés e outras partes dos porcos, que misturadas com feijão preto e cozidas em um grande caldeirão, deram origem a um dos pratos mais saborosos e degustados da culinária nacional.
Fonte: Portal Brasil
Um pouco mais de história...
Algumas imagens...
Escravidão....
ÁFRICA...
QUEM FOI ZUMBI...
ESTUDOS SOBRE OS MUNICÍPIOS DO VALE DO TAQUARI
O Vale do Taquari
O Vale do Taquari é uma região formada por 36 municípios. Está localizado na Região Central do Rio Grande do Sul e fica em média 150 quilômetros de Porto Alegre. Ocupa uma área de 4.826,7 km² de área (1,79% da área do RS), onde vivem 348.435 pessoas (3,11% da população do RS – dados FEE/RS 2014). Esta população é formada por várias etnias, em especial as de origem alemã, italiana e açoriana.
O Vale do Taquari possui localização estratégica, com fácil acesso a outras regiões do Estado, País e exterior por rodovias pavimentadas e um entroncamento intermodal hidroviário, ferroviário e rodoviário.
No meio rural, destacam-se as pequenas e médias propriedades, onde estão registrados 43 mil produtores rurais. São centenas de famílias que dedicam-se à agricultura e pecuária e elevam a região em nível estadual, ocupando a segunda colocação em produtividade rural (R$/Km²).
Nos pequenos municípios se destaca o setor da agropecuária, enquanto nos municípios maiores sobressaem-se atividades ligadas à indústria e ao setor de serviços e comércio. A região tem como forte característica a produção de alimentos e praticamente 80% da sua atividade produtiva gira em torno do agronegócio.
O Produto Interno Bruto (PIB) é de R$ 9,5 milhões, e o PIB per capita de R$ 28.669,00 (FEE/RS 2015, ano-base 2012).
Municípios:
Anta Gorda
Arroio do Meio
Arvorezinha
Bom Retiro do Sul
Canudos do Vale
Capitão
Colinas
Coqueiro Baixo
Cruzeiro do Sul
Dois Lajeados
Doutor Ricardo
Encantado
Estrela
Fazenda Vilanova
Forquetinha
Ilópolis
Imigrante
Lajeado
Marques de Souza
Muçum
Nova Bréscia
Paverama
Poço das Antas
Pouso Novo
Progresso
Putinga
Relvado
Roca Sales
Santa Clara do Sul
Sério
Tabaí
Taquari
Teutônia
Travesseiro
Vespasiano Corrêa
Westfália
Para acessar os sites de cada município, entre no link abaixo:
http://www.cicvaledotaquari.com.br/portal/index.php/cic-vt/o-vale-do-taquari/
Revolução Farroupilha
Setembro se aproxima e é impossível de não sentirmos mais orgulho ainda de sermos gaúchos! Povo que construiu sua história com muita luta e força...
Um dos mais importantes fatos do nosso estado foi a Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos, como também é conhecida.
Abaixo há informações interessantes sobre esta batalha:
O que foi
Também conhecida como Revolução Farroupilha, A Guerra dos Farrapos foi um conflito regional contrário ao governo imperial brasileiro e com caráter republicano. Ocorreu na província de São Pedro do Rio Grande do Sul, entre 20 de setembro de 1835 a 1 de março de 1845.
Causas:
- Descontentamento político com o governo imperial brasileiro;
- Busca por parte dos liberais por maior autonomia para as províncias;
- Revolta com os altos impostos cobrados no comércio de couro e charque, importantes produtos da economia do Rio Grande do Sul naquela época;
- Os farroupilhas eram contrários a entrada (concorrência) do charque e couro de outros países, com preços baratos, que dificultada o comércio destes produtos por parte dos comerciantes sulistas.
Os desdobramentos do conflito
- Em setembro de 1835, os revolucionários, comandados por Bento Gonçalves, tomaram a cidade de Porto Alegre, forçando a retirada das tropas imperiais da região.
- Prisão do líder Bento Gonçalves em 1835. A liderança do movimento passa para as mãos de Antônio de Souza Neto.
- Em 1836, os farroupilhas obtem várias vitórias diante das forças imperiais.- Em 11 de setembro de 1836 é proclamada, pelos revoltosos, a República Rio-Grandense. Mesmo na prisão, os farroupilhas declaram Bento Gonçalves presidente.
- No ano de 1837, após fugir da prisão, Bento Gonçalves assume de fato a presidência da recém-criada República Rio-Grandense.
- Em 24 de julho de 1839, os farroupilhas proclamam a República Juliana, na região do atual estado de Santa Catarina.
O fim do movimento
- Em 1842, o governo imperial nomeou Duque de Caxias (Luiz Alves de Lima e Silva) para comandar uma ação com objetivo de finalizar o conflito separatista no sul do Brasil.
- Em 1845, após vários conflitos militares, enfraquecidos, os farroupilhas aceitaram o acordo proposto por Duque de Caxias e a Guerra dos Farrapos terminou. A República Rio-Grandense foi reintegrada ao Império brasileiro.
Fonte:http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/guerradosfarrapos/

CULTURA AFRO-BRASILEIRA
O Brasil tem a maior população de origem africana fora da África e, por isso, a cultura desse continente exerce grande influência, principalmente, na região Nordeste do Brasil.
Hoje, a cultura afro-brasileira é resultado também das influências dos portugueses e indígenas, que se manifestam na música, religião e culinária.
Devido à quantidade de escravos recebidos e também pela migração interna destes, os estados de Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul foram os mais influenciados.
No início do século XIX, as manifestações, rituais e costumes africanos eram proibidos, pois não faziam parte do universo cultural europeu e não representavam sua prosperidade. Eram vistas como retrato de uma cultura atrasada.
Mas, a partir do século XX, começaram a ser aceitos e celebrados como expressões artísticas genuinamente nacionais e hoje fazem parte do calendário nacional com muitas influências no dia a dia de todos os brasileiros.
CONTRIBUIÇÕES:
Música
A principal influência da música africana no Brasil é, sem dúvidas, o samba. O estilo hoje é o cartão-postal musical do País e está envolvido na maioria das ações culturais da atualidade. Gerou também diversos sub-gêneros e dita o ritmo da maior festa popular brasileira, o Carnaval.
Mas os tambores de África trouxeram também outros cantos e danças. Além do samba, a influência negra na cultura musical brasileira vai do Maracatu à Congada, Cavalhada e Moçambique. Sons e ritmos que percorrem e conquistam o Brasil de ponta a ponta.
Capoeira
Inicialmente desenvolvida para ser uma defesa, a capoeira era ensinada aos negros cativos por escravos que eram capturados e voltavam aos engenhos.
Os movimentos de luta foram adaptados às cantorias africanas e ficaram mais parecidos com uma dança, permitindo assim que treinassem nos engenhos sem levantar suspeitas dos capatazes.
Durante décadas, a capoeira foi proibida no Brasil. A liberação da prática aconteceu apenas na década de 1930, quando uma variação (mais para o esporte do que manifestação cultural) foi apresentada ao então presidente Getúlio Vargas, em 1953, pelo Mestre Bimba. O presidente adorou e a chamou de “único esporte verdadeiramente nacional”.
A Capoeira é hoje Patrimônio Cultural Brasileiro e recebeu, em novembro de 2014, o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
Religião
A África é o continente com mais religiões diferentes de todo o mundo. Ainda hoje são descobertos novos cultos e rituais sendo praticados pelas tribos mais afastadas.
Na época da escravidão, os negros trazidos da África eram batizados e obrigados a seguir o Catolicismo. Porém, a conversão não tinha efeito prático e as religiões de origem africana continuaram a ser praticadas secretamente em espaços afastados nas florestas e quilombos.
Na África, o culto tinha um caráter familiar e era exclusivo de uma linhagem, clã ou grupo de sacerdotes. Com a vinda ao Brasil e a separação das famílias, nações e etnias, essa estrutura se fragmentou. Mas os negros criaram uma unidade e partilharam cultos e conhecimentos diferentes em relação aos segredos rituais de sua religião e cultura.
As religiões afro-brasileiras constituem um fenômeno relativamente recente na história religiosa do Brasil. O Candomblé, a mais tradicional e africana dessas religiões, se originou no Nordeste. Nasceu na Bahia e tem sido sinônimo de tradições religiosas afro-brasileiras em geral. Com raízes africanas, a Umbanda também se popularizou entre os brasileiros. Agrupando práticas de vários credos, entre eles o catolicismo, a Umbanda originou-se no Rio de Janeiro, no início do século 20.
Culinária
Outra grande contribuição da cultura africana se mostra à mesa. Pratos como o vatapá, acarajé, caruru, mungunzá, sarapatel, baba de moça, cocada, bala de coco e muitos outros exemplos são iguarias da cozinha brasileira e admirados em todo o mundo.
Mas nenhuma receita se iguala em popularidade à feijoada. Originada das senzalas, era feita das sobras de carnes que os senhores de engenhos não comiam. Enquanto as partes mais nobres iam para a mesa dos seus donos, aos escravos restavam as orelhas, pés e outras partes dos porcos, que misturadas com feijão preto e cozidas em um grande caldeirão, deram origem a um dos pratos mais saborosos e degustados da culinária nacional.
Fonte: Portal Brasil
Um pouco mais de história...
Algumas imagens...
Escravidão....





ÁFRICA...


QUEM FOI ZUMBI...





ESTUDOS SOBRE OS MUNICÍPIOS DO VALE DO TAQUARI


O Vale do Taquari é uma região formada por 36 municípios. Está localizado na Região Central do Rio Grande do Sul e fica em média 150 quilômetros de Porto Alegre. Ocupa uma área de 4.826,7 km² de área (1,79% da área do RS), onde vivem 348.435 pessoas (3,11% da população do RS – dados FEE/RS 2014). Esta população é formada por várias etnias, em especial as de origem alemã, italiana e açoriana.
O Vale do Taquari possui localização estratégica, com fácil acesso a outras regiões do Estado, País e exterior por rodovias pavimentadas e um entroncamento intermodal hidroviário, ferroviário e rodoviário.
No meio rural, destacam-se as pequenas e médias propriedades, onde estão registrados 43 mil produtores rurais. São centenas de famílias que dedicam-se à agricultura e pecuária e elevam a região em nível estadual, ocupando a segunda colocação em produtividade rural (R$/Km²).
Nos pequenos municípios se destaca o setor da agropecuária, enquanto nos municípios maiores sobressaem-se atividades ligadas à indústria e ao setor de serviços e comércio. A região tem como forte característica a produção de alimentos e praticamente 80% da sua atividade produtiva gira em torno do agronegócio.
O Produto Interno Bruto (PIB) é de R$ 9,5 milhões, e o PIB per capita de R$ 28.669,00 (FEE/RS 2015, ano-base 2012).
Municípios:
Anta Gorda
Arroio do Meio
Arvorezinha
Bom Retiro do Sul
Canudos do Vale
Capitão
Colinas
Coqueiro Baixo
Cruzeiro do Sul
Dois Lajeados
Doutor Ricardo
Encantado
Estrela
Fazenda Vilanova
Forquetinha
Ilópolis
Imigrante
Lajeado
Marques de Souza
Muçum
Nova Bréscia
Paverama
Poço das Antas
Pouso Novo
Progresso
Putinga
Relvado
Roca Sales
Santa Clara do Sul
Sério
Tabaí
Taquari
Teutônia
Travesseiro
Vespasiano Corrêa
Westfália
Para acessar os sites de cada município, entre no link abaixo:
http://www.cicvaledotaquari.com.br/portal/index.php/cic-vt/o-vale-do-taquari/
Revolução Farroupilha
Setembro se aproxima e é impossível de não sentirmos mais orgulho ainda de sermos gaúchos! Povo que construiu sua história com muita luta e força...
A REVOLUÇÃO FARROUPILHA - RIO GRANDE DO SUL (1835-1845)
Depois da abdicação de D. Pedro I, o Brasil passou pelo período conhecido como "Período Regencial", época em que fomos governados por "regentes". Pedro de Alcântara, herdeiro do trono, filho de Dom Pedro, era ainda criança, sem condições de governar, então o governo ficou nas mãos das elites, que disputavam o poder entre si. Foi um período marcado por divergências políticas, problemas econômicos e insatisfações populares e sociais.
De 1831 a 1840, o período regencial abriu espaço para várias correntes políticas e ideológicas, como os liberais e conservadores. Mas o Período Regencial foi marcado principalmente pelas rebeliões, geradas basicamente pela crise econômica e insatisfação popular. Ideias liberais e reformistas vão influenciar as camadas populares e as classes médias urbanas.
Dentre esses vários movimentos, podemos citar: a Cabanagem; a Sabinada; a Balaiada; e a Revolução Farroupilha (A revolução dos ricos). Aqui vou me ater a Farroupilha.
A Revolução Farroupílha também conhecida como Guerra dos Farrapos, que durou de 1835 a 1845, foi a mais longa revolta do Período Regencial e Imperial e ocorreu na província do Rio Grande do Sul.
De caráter elitista, foi marcada pela participação dos estancieiros - fazendeiros ricos - que buscavam seus interesses econômicos e políticos. Segundo Gilberto Cotrim, "o povo só participou do movimento como massa de manobra, isto é, sob o controle dos grandes fazendeiros." (História e Consciência do Brasil, p. 188).
Nesse período, O Rio Grande do Sul era um grande produtor de charque e também outros produtos, que eram vendidos principalmente para o nordeste. A insatisfação dos fazendeiros estava no aumento exorbitantes de seus impostos e o baixo preço de seus produtos e a concorrência com países como Argentina. Esperavam do governo uma maior proteção para seus negócios.
Havia também, a disputa política entre os liberais exaltados, os farroupilhas,e os moderados. Sem contar as ideias republicanas que fervilhavam em suas províncias. Todos esses fatores vão desencadear na revolta que irá durar 10 anos.
Em 20 de setembro de 1835 os farroupilhas, comandados por Bento Gonçalves tomam Porto Alegre e a partir daí, várias batalhas entre os farroupilhas (rebeldes) e os caramurus (nome pela qual os farroupilhas chamavam os imperiais), vão marcar esse período. Os farroupilhas vão conseguir várias vitórias, inclusive, vão fundar a República Rio-Grandense em 1836 e a República Juliana, em Santa Catarina, em 1839.
O governo regencial reagiu energicamente e em 1842, sob o comando de Luís Alves Lima e Silva, o futuro Duque de Caxias, a revolta foi sendo controlada.
Os farroupilhas comandados por Davi Canabarro, sem condições de manter a guerra, realizam um acordo de paz com os caramurus (tropas imperiais), comandados por Duque de Caxias, em 1o. de março de 1845. Era o fim da Revolução Farroupilha.
Uma revolta que marcou o Rio Grande do Sul, que marcou o Brasil. Diferente das demais por ser exclusivamente elitista, sem nenhum interesse em melhorias sociais ou melhorias para a população. Conhecida como "a revolução dos ricos", queria apenas garantir o lucro dos grandes estancieiros, sua liberdade política e administrativa e o seu poder político.
Fonte: http://outlander-viajandonahistoria.blogspot.com.br/2013/10/a-revolucao-farroupilha-rio-grande-do.html
Depois da abdicação de D. Pedro I, o Brasil passou pelo período conhecido como "Período Regencial", época em que fomos governados por "regentes". Pedro de Alcântara, herdeiro do trono, filho de Dom Pedro, era ainda criança, sem condições de governar, então o governo ficou nas mãos das elites, que disputavam o poder entre si. Foi um período marcado por divergências políticas, problemas econômicos e insatisfações populares e sociais.
De 1831 a 1840, o período regencial abriu espaço para várias correntes políticas e ideológicas, como os liberais e conservadores. Mas o Período Regencial foi marcado principalmente pelas rebeliões, geradas basicamente pela crise econômica e insatisfação popular. Ideias liberais e reformistas vão influenciar as camadas populares e as classes médias urbanas.
Dentre esses vários movimentos, podemos citar: a Cabanagem; a Sabinada; a Balaiada; e a Revolução Farroupilha (A revolução dos ricos). Aqui vou me ater a Farroupilha.
A Revolução Farroupílha também conhecida como Guerra dos Farrapos, que durou de 1835 a 1845, foi a mais longa revolta do Período Regencial e Imperial e ocorreu na província do Rio Grande do Sul.
De caráter elitista, foi marcada pela participação dos estancieiros - fazendeiros ricos - que buscavam seus interesses econômicos e políticos. Segundo Gilberto Cotrim, "o povo só participou do movimento como massa de manobra, isto é, sob o controle dos grandes fazendeiros." (História e Consciência do Brasil, p. 188).
Nesse período, O Rio Grande do Sul era um grande produtor de charque e também outros produtos, que eram vendidos principalmente para o nordeste. A insatisfação dos fazendeiros estava no aumento exorbitantes de seus impostos e o baixo preço de seus produtos e a concorrência com países como Argentina. Esperavam do governo uma maior proteção para seus negócios.
Havia também, a disputa política entre os liberais exaltados, os farroupilhas,e os moderados. Sem contar as ideias republicanas que fervilhavam em suas províncias. Todos esses fatores vão desencadear na revolta que irá durar 10 anos.
Em 20 de setembro de 1835 os farroupilhas, comandados por Bento Gonçalves tomam Porto Alegre e a partir daí, várias batalhas entre os farroupilhas (rebeldes) e os caramurus (nome pela qual os farroupilhas chamavam os imperiais), vão marcar esse período. Os farroupilhas vão conseguir várias vitórias, inclusive, vão fundar a República Rio-Grandense em 1836 e a República Juliana, em Santa Catarina, em 1839.
O governo regencial reagiu energicamente e em 1842, sob o comando de Luís Alves Lima e Silva, o futuro Duque de Caxias, a revolta foi sendo controlada.
Os farroupilhas comandados por Davi Canabarro, sem condições de manter a guerra, realizam um acordo de paz com os caramurus (tropas imperiais), comandados por Duque de Caxias, em 1o. de março de 1845. Era o fim da Revolução Farroupilha.
Uma revolta que marcou o Rio Grande do Sul, que marcou o Brasil. Diferente das demais por ser exclusivamente elitista, sem nenhum interesse em melhorias sociais ou melhorias para a população. Conhecida como "a revolução dos ricos", queria apenas garantir o lucro dos grandes estancieiros, sua liberdade política e administrativa e o seu poder político.
Fonte: http://outlander-viajandonahistoria.blogspot.com.br/2013/10/a-revolucao-farroupilha-rio-grande-do.html
Lenço Farroupilha
Os Líderes
Bento Gonçalves
Antônio de Souza Netto
David Canabarro
Giuseppe Garibaldi
Gomes Jardim
Anita Garibaldi
Bento Manoel Robeiro
Duque de Caxias
No site do Clicrbs há uma apresentação bem interessante sobre os personagens. Acesse!
http://www.clicrbs.com.br/swf/semanafarroupilha_personagens/infografico_personagens.swf
http://www.clicrbs.com.br/especiais/diversos/linhatempo_semanafarroupilha.html
Documentário sobre a Revolução Farroupilha
Armas utilizadas nos ataques:
Lanceiros negros
Lanceiros Negros é o nome dado a dois corpos de lanceiros constituídos, basicamente, de negros livres ou de libertos pela República Rio-grandense que lutaram na Revolução Farroupilha.Possuíam 8 companhias de 51 homens cada, totalizando 426 lanceiros .
Excelentes combatentes de Cavalaria, entregavam-se ao combate com grande denodo, por saberem, como verdadeiros filhos da liberdade, que esta, para si, seus irmãos de cor e libertadores, estaria em jogo em cada combate. Manejam como grande habilidade suas armas prediletas - as lanças. Estas, por eles usadas mais longas do que o comum. Combinada esta característica, com instrução para o combate e disposição para a luta, foram usados como tropas de choque, uso hoje reservado às formações de blindados. Por tudo isto infundiram grande terror aos adversários. Eram armados também com adaga ou facão e, em certos casos, algumas armas de fogo em determinadas ocasiões.
Como lanceiros não utilizavam escudos de proteção, mas sim seus grosseiros ponchos de lã - bicharás, que serviram-lhes de cama, cobertor e proteção do frio e da chuva. Quando em combate a cavalo, enrolado no braço esquerdo, o poncho (bichará) servia-lhes para amortecer ou desviar um golpe de lança ou espada. No corpo a corpo desmontado, servia para aparar ou desviar um golpe de adaga ou espada em cuja esgrima eram habilíssimos, em decorrência da prática continuada do jogo do talho, nome dado pelo gaúcho à esgrima simulada com faca, adaga ou facão.
Alguns poucos eram hábeis no uso das boleadeiras como arma de guerra, principalmente para abater o inimigo longe do alcance de sua lança, quer em fuga, quer manobrando para obter melhor posição tática.
Batalha de Porongos ou Traição dos Porongos, foi o último confronto da Revolução Farroupilha Foi uma batalha combinada entre Canabarro e Imperiais. Resultou no massacre do Corpo de Lanceiros Negros, que estavam acampados na curva do arroio Porongos, no atual município de Pinheiro Machado quando foram atacados pelos imperiais. O Corpo de Lanceiros Negros, cerca de 100 homens de mãos livres, tentou resistir ao ataque, mas foram quase todos mortos.
Cogita-se se que o ataque teria sido previamente combinado com Canabarro para exterminar os lanceiros negros, que poderiam formar bandos após o término da guerra, que já estava sendo tratado.
Hino Rio-Grandense
http://www.clicrbs.com.br/swf/game_farroupilha/
Bandeira Imperial do Brasil

A Bandeira Imperial do Brasil vigorou de 1822 a 1889. Criada por um decreto de 18 de setembro de 1822, logo após a independência do Brasil, esta bandeira era composta de um retângulo verde e nele, inscrito, um losango ouro, ficando no centro deste o Escudo de Armas do Brasil. O autor desta bandeira foi o pintor Jean Baptiste Debret, com colaboração de José Bonifácio de Andrada e Silva. As estrelas representavam as províncias brasileiras.
Bandeira Provisória da República

A Bandeira Provisória da República vigorou de 15 a 19 de novembro de 1889. Esta bandeira foi criada provisoriamente, como substituição à bandeira imperial, assim que foi proclamada a república, em 15 de novembro. A bandeira republicana, que copiava a norte-americana, teve uma vida curtíssima: apenas quatro dias. Foi hasteada na redação do jornal “A Cidade do Rio”, após a proclamação da República, e no navio “Alagoas”, que conduziu a família imperial ao exílio.
Bônus: Bandeira Nacional

A Bandeira Nacional está em vigor desde 19 de novembro de 1889. Por este motivo, a data é comemorada com o o Dia da Bandeira. A atual bandeira nacional foi projetada em 1889 por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, com desenho de Décio Vilares. No lugar da coroa imperial, eles colocaram a esfera azul-celeste e a frase “Ordem e Progresso”, escrita em verde, lema positivista do século XIX.
Dom Pedro I
Coroa Real

Imperatriz Leopoldina

Museu Imperial

Alguns sites com curiosidades...


































Li que os lanceiros negros eram hábeis também com espadas, adagas e até boleadeira em combate. Havia alguma forma de capoeira primitiva envolvida?
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